terça-feira, 6 de novembro de 2012

UM DIA DE DESESPERO




Carlos sempre tem o costume de levantar bem cedo, costume esse adquirido ainda quando criança. Como de costume, não levanta rápido da cama: abre um olho de cada vez buscando sempre não se apavorar, porque segundo ele, o apavoramento o deixa com mal-estar o dia todo. Antes do banho, ele prefere tomar um bom café acompanhado da leitura do Jornal Matinal trazido toda manhã por Arthur, o jovem jornaleiro do bairro. Arthur sempre toca a campanhia, a fim de avisar Carlos, para que o mesmo possa pegar o jornal, rotina que há anos é regrada, rotina que seria abalada uma semana depois.
No dia 22 de Outubro de 2012, tudo estava muito calmo, nem os passos na calçada atormentavam o silêncio, ou seja, tudo estava muito atípico (diferente) do que de costume. Pois bem, após realizar as suas primeiras tarefas, Carlos percebe que Arthur está atrasado, uma vez já que a campanhia não tinha tocado no horário habitual... segundos depois, a campanhia toca e, quando Carlos vai atender depara-se com cadáver estendido no chão.
Assustado com a “novidade” fica totalmente paralisado, pois todos hão de concordar que, não é sempre que vemos uma pessoa morta em nossa porta, como não conseguiu identificar de quem se tratava, imediatamente toma o telefone subitamente e liga para a Delegacia.
Após verificação dos fatos a Polícia constatou que se tratava de um acerto de contas entre traficantes, porém, o cadáver identificado depois como Mauro Lima (vendedor de produtos de limpeza) foi confundido com André Vaz (conhecido como famoso Zé pequeno – traficante local).    

Alexandro Fernandes

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